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Brasil, parte 1

Ai que estamos em terras tupiniquins.

Saber que eu teria que pegar avião com o Thomas me dava aquele aperto no peito, aquela aflição, aquela angústia de ele incorporar o ritmo ragatanga de novo no voo, então um mês antes de embarcar eu ja preparei ele dizendo que voaríamos para ver o vovô. 

Deu tão certo, que cada vez que ele via um avião no céu, apontava e dizia: vovô! 

Chegando o dia da viagem, eu já tinha tido umas 173940274 dores de barriga, mas fazia a forte/calma pro Thomas nao sentir a vibe, mas eu tava morrendo de medo de ele dar chilique de novo, como na última vez que fomos pro Brasil.

Bom, ao chegar no portao de embarque, eu vi eles: as outras familias com crianças! Gente, minha vontade era de sair abraçando todo mundo e colar um adesivo de “somos iguais” em todas aquelas quiança tudo. Pequenas, grandes, chatas, legais! Eu tava é feliz da vida de não ser a única. Mães, hahaha

Enquanto esperávamos o embarque, o Thomas achou que era uma ótima hora para mostrar para mais brasileiros como o portugues dele estava afiado e falou bem alto, seu verbo e palavras pteferidas em português: COMER BUNDA. Ah, crianças e sua inocência pueril.eu, fiz cara de espanto e disse: “nossa, cadê a familia desse menino?” Hahaha mentira, falei que comer bunda nao dava, mas eu tinha uma maçã e que era quase a mesma coisa.

Entramos no avião. Ele, curioso, queria ver e mexer em tudo, sentamos no nosso assento, ele ficou de cinto, vendo um filme. Mais um pouco ele pedia um vinho, esse adolescente.

Pois bem, decolamos, eu rezei e chorei internamente e alcançamos altitude. 3 hs depois, o Thomas finalmente capotou por 3hs direto.

Acordou quando sobrevoávamos a Amazônia e ficou vendo Bob Esponja até quase aterrisarmos.

Eu, nao acreditei. Fiquei feliz da vida pelo não escândalo, mas nao sabia o que me esperava na primeira noite em sp…
Aguardem 

 
Tão angelical, querendo uma bunda!

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10 comentários em “Brasil, parte 1

  1. Oi! Que saudade dos seus textos! Ritmo ragatanga foi demais, kkkk!
    Pego vôos de 40 minutos para a cidade de meus pais com a minha pequena (da idade do Thomas) desde que ela tinha 5 meses, porque de ônibus dá quase 4 hs. Ela sempre se comportou, mas na véspera do reveillon passado… SOCORRO!
    Quando o pai não entrou na sala de embarque, ela deu birra de rodar no chão, gritar, fugir de mim, e eu não conseguia distraí-la por nada – e a sala lotada me encarando como se eu fosse uma ET. Eis que uma alma abençoada, digo, mãe, com uma garota pouco mais velha que a minha e uma barriga avisando que o próximo baby estava a caminho, veio em meu socorro com umas bolachinhas doces para acalmá-la. Deu certo, conversamos e eu – inocente! – achei que o pior tinha passado.
    No avião, onde ela sempre se comportava, transformou-se na garotinha do filme O Exorcista: tentava arrancar o cinto, gritava, chutava a poltrona da frente, batia na mesinha… Se pudesse, juro que pulava do avião e deixava ela lá. Não consegui lidar com a situação, e apelei para um apertão na perna. Eis que ela abre o berreiro e me denuncia bem alto: mamãe dodói!!! E começou a morder a boneca dela alucinadamente.
    Foram os 40 minutos que mais custaram a passar em minha vida. Implorei aos céus um manual para lidar com essa situação, mas não recebi nenhuma resposta de volta – pelo contrário, passei por uma birra dessa em um hospital, dois meses depois. Mas agradeci muito por não ter comprado passagem para a volta, pois meus pais tinham dito que nos trariam de volta de carro.
    Quero saber o resto! Beijos!

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  2. Olá, meu nome é Cristiane, e me identifiquei com seu blog, tb moro no exterior(Alemanha) e tenho um meninno de 2,5 anos, q nasceu aqui. Os textos são bem engraçados, escreva mais vezes! Abçs

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  3. Carol, voos aqui pra Liana são tranquilos. Mas na nossa ultima viagem o que pegou (e ainda tá pegando) é o fuso diferente. To enlouquecendo com ela acordando todos os dias as 3 da matina e não dormindo mais. Ahghhhhhh!!!!
    Vou te contar uma coisa: em julho vamos de mudança pro Brasil. To com cubos de gelo na barriga, um sentimento muito louco que eu nem sei te falar o nome. Medo de como será ter a minha família lá na minha terra… Mas foi essa a minha decisão, então simbora!

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  4. Passei recentemente pela experiência de viajar de avião com Elis e ela sofreu bastante por causa da pressão nos ouvidos (na decolagem e no pouso). E olhe que foi só de Salvador pro RJ! Chorou horrores, copiosamente! E eu fiquei com aquela cara de “alguém me dê um abraço, por favor” quando o avião desceu e todo mundo viu quem era a criança que estava fazendo escândalo – e a mãe dela à tira colo. Graças a Deus me apareceu um senhorzinho bem vestido que botou a mão no meu ombro e disse “não se preocupe. Todo mundo que tem filho aqui nesse avião sabe o que é passar por isso!”. Quase eu beijo ele!
    A legenda da foto é a melhor! 😀
    Bjs

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