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Vida nos EUA 2 : A maternidade aqui e sobre segundinho

Bom, eu lancei lá na fan page do Blog umaenquete sobre o que vocês gostariam de saber,podia ser qualquer coisa e eu recebi bastante pedidos para falar sobre ser mãe aqui na terra do Tio Sam,sobre segundinho,sobre parto aqui e sobre a vida americana,em si.

Vou bancar o Jason e dividir por partes:

1- Ser mãe aqui,depois de 1 ano e meio aqui: A principal diferença entre ser mãe em Wisconsin e em São Paulo,é a qualidade de vida.Aqui, durante o verão,levamos o Thomas no parquinho TODOS os dias e a pé. Em vários lugares da cidade temos opções para crianças,sejam parquinhos,piscina pública e até mesmo o gramado em frente a prefeitura. É tudo muito limpo,organizado e funciona.  Além disso, muitos lugares são child friendly, ou seja,seus filhos são bem vindos. Em praticamente todos os restaurantes nos dão crayons e livrinhos para ele colorir. Há sempre uma opção de cardápio saudável pra crianças, (ainda que a maioria coma porcarias).  Além disso, as mães americanas são práticas,então você tem várias coisas pra facilitar sua vida:potinho com tampa flexivel de silicone pra não cair fruta,biscoitinho ou o que quer que você dê pro seu filho, lencinhos pra higienizar as mãos,quando não tem torneira disponível e pra quem gosta, tem toda uma variedade de comidas prontas (eca) pras crianças comerem,milares de copos com canudo e tampa que não vaza, etc. Aqui,eu prefiro o modo antigo brasileiro:comida feita em casa e em último dos últimos casos, comida da rua. (até porque o Thomas ama uma batata frita e se deixar o menino bate um PF de fritas).

Por eu estar aqui em Madison sozinha, só com marido, eu tenho sido mãe do meu jeito. Algumas coisas faço como fui criada,outras não e às vezes dou uma americanizada.Ser mãe longe da família tem seu lado bom,porque ninguém mete o bedelho.Passamos a última semana com meus tios que vieram nos visitar e foram só elogios pro Thomas,então eu entendo como “Bom trabalho”, rs

2-Sobre o inglês e o fato de sermos estrangeiros: Marido e eu achávamos que falávamos um inglês perfeito, maravilhoso,fluente de tudo. Até eu precisar comprar uma lixa de unha. Ou até o marido precisar cortar o cabelo e explicar “Corta dos lados e em cima menos”. Ou até descobrir que a pronúncia certa não é”dânat” e sim “dônut”,pras rosquinhas do Homer Simpson ou que minha rua não sediz “Rémilton” e sim um”Rémeilton”.Ou seja: dizer que é fluente em inglês em entrevista de emprego é fácil. Morando aqui  percebemos que precisamos aprender MUITO ainda.

Aqui,ao abrirmos a boca, já nos perguntam de onde somos. Nem marido e nem eu temos sotaque horrivel,mas é diferente até a forma como os americanos abrem a boca para falar. É muito curioso. Já nos perguntaram se éramos da Bélgica,Alemanha e Rússia.Sempre que falamos Brasil,eles se chocam, rs e curiosamente quase todo mundo já conheceu um brasileiro.

Nunca senti nenhum tipo de preconceito e se sofri, não percebi. O que eu noto é que basta você dançar conforme a música.Respeito básico as leis de convivência,sabe?

3-Sobre segundinho (a): Bom, eu tava lendo esses dias uma frase muito sábia que dizia que no fundo, você já se decidiu por mais filhos ou não.Eu sei que quero pelo menos mais um. Sei disso (e ainda aposto que vem mais menino),MAS nossa situação agora não permite uma nova gravidez. Vou explicar porque: nossa situação aqui ainda é instável. Com certeza voltaremos ao Brasil em março,seja para renovar o visto,seja para planejar o que faremos sem EUA. Se eu engravidasse agora, voltaria para SP sem plano de saúde e pior, sem dinheiro para bancar outro parto particular e pior: não tenho coragem de bancar um PD,depois do parto do Thomas. Pode me chamar de bundona,mas eu preciso da dra Cátia me assistindo e um hospital pra chamar de meu por 3 dias. Aquele expulsivo de 5h30 e o vácuo me deixaram cagada de medo de mais um parto difícil,ou pior,uma cesárea.  Se voltarmos para cá,meu seguro saúde não cobriria o parto,pois teoricamente,eu já teria entrado aqui grávida, então, agora não podemos nem sonhar em ter o segundinho. Me dei um prazo de até os 36 anos decidir de vez, isso nos dá um prazo de mais uns 3,4 anos e acho que nessa época as coisas já estarão mais concretas. SE estivéssemos em São Paulo, nos mesmos moldes que antes de virmos para os EUA, eu provavelmente daria de louca e engravidaria no máximo no fim do ano que vem. Mas lá, eu tinha emprego estável e licença maternidade de 6 meses que eu poderia juntar com férias,então,com certeza valeria a pena.

E aí,matei a curiosidade de todos?

Próximo post: como eu lido com as birras do Thomas! 😀

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2 comentários em “Vida nos EUA 2 : A maternidade aqui e sobre segundinho

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