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BC – Papo de Mãe: Maternidade e carreira, qual sua escolha e porque?

Ai, pessoal, desculpa ter pulado a outra BC, mas eu esqueci mesmo! hahaha Vou incluir as duas hoje!

1-Maternidade e carreira, qual sua escolha e porque?

Bom, em primeiro lugar, eu já havia escrito que estou super dividida, que minha vontade é de ficar em casa com o Thomas, como acho que 95% das novas mães, mas nossa condição não permite.

Pra mim, a carreira nunca foi algo que vinha em primeiro lugar. Como disse a Thais , carreira é algo mais profundo e emprego é o que paga as contas: pra mim sempre foi assim – paga minhas contas e só. Vejam só: eu fiz Letras, sonhava em ser tradutora, mas aí apareceu uma oportunidade de estágio numa indústria química como estagiária da assistente do Vice presidente. Porra, pagavam legal (tipo 1000 reais) e eu tinha os benefícios de uma grande empresa. Não pensei duas vezes, fui e fiquei lá por 2 anos. Depois, arrumei outro estágio numa indústria farmacêutica, também como estagiária de uma assistente. Fiquei um ano e meio como estagiária e realizei meu sonho sendo efetivada como assistente de um gerente e dos repre sentantes de vendas de uma linha que eu amava – vacinas infantis. O meu chefe era um sonho, super decente, legal, me ensinou muito. O time de representantes, eram todos demais e eu realmente trabalhava feliz. Depois, em 2011 tivemos uma reestruturação na empresa e eu fui transferida de área. Fui para uma área nova. Algumas pessoas dessa área eram legais, outras me ignoravam por completo e eu fiquei bem infeliz. Fui da alegria pra tristeza mas aguentei, pois as contas não paravam. Comecei a procurar outros empregos, mas no fim acabei ficando onde estava. Aí, no ano passado quando eu estava de 11 semanas de gravidez, descobri por acaso que queriam me demitir. Fiquei extremamente chateada, pois as pessoas com quem eu trabalhava, mal falavam comigo,  não me davam feedback e eu senti demais a diferença do chefe que era uma Ferrari pra mudar pra um carro 1.0. Era realmente um peixe fora d´água, não conseguia ser inserida num “grupinho”. Conversei com esse meu ex-chefe e contei tudo o que estava passando, que ficou chocado com a falta de noção, no fim, desejei ser demitida porque ia ganhar uma grana e ainda processaria eles, com certeza. Porém, a empresa não é boba nem nada, me manteve lá. Fiquei num limbo, sem chefia, quase sem nada para fazer, mas não me importei. Meu ex-chefe voltou a trabalhar parcialmente comigo e graças a deus ele é um cara decente e conversamos muito (assim como conversava com meus ex-colegas) e aí me dei conta de que realmente É SÓ UM EMPREGO. Pois bem, saí de férias, Thomas nasceu e viemos pros EUA – o que já faríamos ano passado, mas engravidei. E agora, prestes a voltar da licença – faltam 7 semanas – recebemos uma proposta de talvez ficar mais tempo por aqui. Mas e aí? Como pedir demissão de um emprego que me paga bem e tem inúmeros benefícios, além do fato de que tenho vários amigos em outras áreas? Mas também, como deixar o Thomas tão pequeno aos cuidados de outros (mesmo que seja minha mãe)? Quem me garante que, mesmo tendo sido transferida novamente, eu manterei meu emprego? E o medo de aceitar ficar e quando voltar pro Brasil não arrumar emprego?

Hoje, neste momento, vamos voltar pro Brasil, mas amanhã não sei. Pode ser que tudo mude. Meu medo é abrir mão de ficar aqui por um período maior e chegar em SP e ir direto pro RH….rsrs Não decidimos nada ainda e estamos beeeeeeeeeem divididos.

Por enquanto, meu coração escolhe ficar com o Thomas, mas meu cérebro me manda voltar e pagar a NET e minha intuição diz pra esperar que o melhor vai acontecer. :-S

2- E os papais? Eles são os pais que vocês imaginaram que seriam??

Bom, logo no parto meu marido me surpreendeu: manteve a calma, foi um puta doulo, me ajudou, incentivou, massageou , fez com que eu me apaixonasse mais ainda por ele. Depois, Thomas foi pro quarto e eu, destruída, não conseguia fazer muita coisa com aquela bunda de babuíno – marido trocou fralda, pegava Thomas pra dormir, me ajudava a tentar amamentar. Depois Thomas ficou internado e marido ficava no hospital esperando enquanto eu estava na semi com o Thomas. Sempre cansado, mas sorrindo.

Depois, levamos o parasiThomas pra casa e marido ficou com a gente nos primeiros 20 dias – dava banho, trocava fralda – o paizão.

E agora, quase 6 meses depois tenho certeza que o Ricky é melhor pai do que eu imaginava. Tá certo que tem horas que ele pira e brinca de colocar o moleque numa caixa e sair correndo pela casa, como ele faz com a Amy. O Thomas chora e eu preciso lembrar que ele não é um gato…rsrsrsrsrs Tem horas também que marido pega ele e faz caretas – Thomas chora e eu lembro ele que o Thomas é só um bebê ainda….Mas no geral, o Thomas ama o pai – basta ele chegar em casa e falar com o Thomas que a banguela aparece e ele sorri. Ele dá gritinhos quando o pai esfrega a barriga dele e canta “esquenta, esquenta, esquenta”, é um barato.

Tenho certeza que ele e o Thomas serão grandes amigos! E sim, ele é o pai que eu imaginava que seria!

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Obra do marido – transformando o Thomas em cossaco

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Thomas e o pai, trocando umas ideias.

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9 comentários em “BC – Papo de Mãe: Maternidade e carreira, qual sua escolha e porque?

  1. Sobre a primeira pergunta, só acho q não deve haver uma escolha entre um OU outro….Pode-se escolher os 2!!! Quem opta por continuar trabalhando não abandona a maternidade…Claro que para mim os dois nunca terão a mesma importância, minha filha é minha prioridade e pronto!! Mas trabalhar também é prazeroso e não precisou ser deixado de lado…Beijos

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  2. Não posso opinar na sua vida, mas posso falar de mim. Eu tb trabalhava para a indústria farmacêutica e era responsável por 2/3 da renda da casa. Quando meu bebê fez quatro meses, vi que não iria segurar a onda de deixá-lo na creche, dar mamadeira etc e pedi demissão. Nunca estive tão feliz (e pobre) em toda minha vida. Acompanhar cada sorriso. Cada interação com o mundo. Acho que não tem TV a cabo ou diarista que se compare a isso.
    Mas essa sou eu, falando de mim. Acompanho o blog e sei que vc não amamenta mais, o que já tira uma grande carga da mãe. Escuta seu coração, mas leve em consideração que emprego vc retoma. Os primeiros anos da vida do seu filho, não.

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  3. Xiii, Carol, que dilema, hein? Bom, você sabe o que eu decidi, então sou super tendenciosa para falar algo, pois sou do tipo que se joga e depois vai arrumando as coisas, sabe? Enfim, torço para que você fique bem com o que decidir, o que quer que seja. No mais, que marido engraçado! Morri de rir imaginando ele correndo com o parasitinha cossaco pela casa numa caixa. Beijocas, Alê.

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    1. Pois eh! Sei qur a decisao aqui em casa ta super complicada, pq tem o lado de ficar fora do brasil por um tempo e talz! Eu sempre fui super impulsiva e depois de ter me lascado algumas vezes, eu comecei a overthink…. Ta dificil tomar uma decisao! Vamos ver!
      Bj

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  4. Carol sei como é viver o dilema da escolha…eu tive que escolher entre a minha vida no Brasil ou seguir com o meu namorido para uma vida toda nova, digo a você que até a semana de largar tudo e embarcar estava perdida e arrependida…hoje que já passou o terremoto emocional vejo que foi a melhor escolha, mudança é tão bom, nos obrigada a nos mexer e vejo que coloquei em prática planos que nunca saiu do papel por conta da rotina do meu antigo emprego.
    Sei que você vai saber o que é melhor para todos…Boa sorte!

    *hahahaha adorei a parte do Thomas na caixa, consegui imaginar a cena.

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