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Post Mimimi

Antes de eu ficar grávida, pensava em como eu me sairia como mãe. Que eu não daria chupeta, que mamadeira não era coisa de mãe, que eu ia amamentar no matter what, que meu filho ia ser lindo, fazer cocôs cheirando a rosas e que no fim do dia apareceria um letreiro da Doriana na minha testa. Aí eu fiquei grávida e me vi acerca de dúvidas, de questionamentos e de medos.

A primeira coisa que eu me preocupei, foi com meus bicos do peito, que algo me dizia que daria problemas…. Depois eu comecei a pensar que não precisava ser radical com tantas coisas sobre a maternidade. Pensei em usar fraldas de pano, muito incentivada pelas histórias das amigas blogueiras. Pensei na economia, no bem estar do bebê… MAS acatei às fraldas tradicionais. Julgava muito o uso de lenços umedecidos. Dizia pro marido que tinha que usar algodão molhado e SÒ, que pele de bebê é frágil, sensível e etc. Até o primeiro cocô explosivo do Thomas, que foi parar no meio da barriga e eu já tinha usado quase meio pacote de aldogão e nada dava jeito. Depois desse dia, aposentei o algodão e usei os lencinhos. Nunca deu alergia graças a deus na bundinha do Thomate.

Outra coisa que eu detestava era criança de chupeta: Achava feio, uma muleta, coisa de mãe que não quer cuidar e vai pra opção mais fácil. Pimba, tomei na testa, porque o Thomas aqui é vidradão na plastiquenta. E não foi por falta de tentar, não! Quando ele queria alguma coisa, eu tacava o peito na cara dele, que chorava. Pela minha falta de bico e pela coisa redonda que caía na cara dele. Depois, as mamadeiras…. Assim que ele desceu pra semi intensiva, meu coração doía cada vez que via ele mamando aquela coisa mecânica, longe do corpo, que dava arroto, que não era meu leite. Quando eu dava meu peito pra ele, nossa, sucesso!Eu me sentia aquela mãe dos meus sonhos, do tal comercial de margarina. Me sentia realizada por ele mamar e gostar e eu também adorei a experiência! Mesmo sentindo os mamilos doloridos depois, eu AMAVA amamentar. A mesma coisa com carrinho de bebê e berço: sempre achei horrível, pensava que criança tem que ficar perto da mãe. Mas aí o menino fica pesado depois de 4 hs carregando no sling e olha: dói as costas, as pernas e os pés. O carrinho vira amigão nessas horas e berço? Bom, ele aqui nas Índias ainda dorme no carrinho, mas de manhã quando marido sai, coloco ele na cama e dormimos juntos umas 3hs. Isso eu AMO, a mãozinha dele em cima de mim, o quentinho dele. É uma delícia, mas não posso dormir a noite toda, porque marido se mexe demais e outro dia acordou com o cotovelo na barriga dele! :-O Ou seja, cama compartilhada é demais, mas às vezes aqui não serve!

O que eu acho importante sobre tudo isso é que eu amadureci como pessoa, porque vi que na vida, nem sempre as coisas são como pensamos e tudo bem dar uma escorregada. E tudo bem. O importante é não se culpar de “menas mãe”!

Agora, falando de TopTherm e mudando de assunto! Nasceu mais uma bebezinha na família! a filha da minha prima nasceu, linda e enorme com 3600g, que aliás, eu não sei de onde temos genética pra tanta criança grande, vou falar, viu!E é linda, cabeluda e gordinha, além de ser linda, é minha afilhada!<3 Muito amor, não vejo a hora de conhecê-la!

Por aqui, o leite minguou de vez! Não achei o tal fenugreek que algumas meninas me indicaram, continuei tomando o algodoeiro mas NADA! Fui no Walgreens procurar uma cânula pra relactação, mas não achei nada parecido, ou seja, FODEU de vez. Tentei tirar com a bombinha, mas saiu uns 10ml dos dois peitos….lamentável!

No mais, ele segue cada vez mais gordelício: rindo, balbuciando, agora deu pra jogar a cabeça pra trás e fingir que senta. Logo mais ele vai estar sentado no sofá disputando o controle remoto conosco. Ele pensa que é gente já, vê se pode! hehehe Agora ele quer ver tudo que fazemos. Hoje marido estava fazendo um jantarzinho no fogão e ele tava lá vidradão em tudo! um barato! Quando ele quer chamar nossa atenção, dá uns gritinhos mega engraçados. E lá vou eu falar pra ele: ‘mosquitoengoliuumboi”. Tudo rápido e ele ri. Ri com aquela banguela deliciosa. E baba.

Daqui 15 dias ele vai fazer 4 meses!Nem acredito como o tempo voa e como ele se desenvolve rápido e pensar que há um ano ele seria encomendado em dois dias (sim, eu sei o dia e lembro bem quando foi que ele foi feito…..hehhe).

E vocês, tudo bem por aí?

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16 comentários em “Post Mimimi

  1. Eu nunca fui mto radical não e mesmo assim já mudei de opinião umas 4382948746 milhões de vezes rs
    Acho que ser mãe é adaptação né? Sempre em beneficio dos pequenos!

    Já coloquei seu link lá na BC! Te espero nessa quarta!

    Bjos!

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  2. como dizem por aí, a maternidade é carregar pra sempre uma piscina na testa….cuspiu pro alto, volta tudo…hehehehehe
    Sei bem como é….mas acho natural a gente idealizar coisas na primeira gravides. Faz parte da construção da mãe que seremos. Meus filhos têm a diferença de 12 anos, então na 2a gravidez, há 2 anos e 10 meses, era como se fosse a 1a de novo. E idealizei muita coisa também. O importante é seguir otimista como voce faz, nada de se frustrar por não ter conseguido realizar tudo da forma como sonhou. O importante é olhar o sorriso banguela do bebê e ter certeza que está tentando fazer o seu melhor como mãe. Beijos no Thomas !

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  3. Muito bons esses posts de “a verdade nua e crua”, hahaha.

    É uma eterna adaptação, né Carol?
    Eu tenho pensado bastante nisso esses dias, que as coisas nunca saem exatamente como imaginamos. às vezes pode ser melhor, às vezes não, e assim a gente vai aprendendo e amadurecendo, né?!
    Eu até fiz um post sobre não ter expectativas, e tenho tentado ao máximo seguir esse pensamento. Tenho alguns super quereres, como as fraldas de pano, mas estou ciente de que as coisas podem, sim, mudar de lugar. E como vc disse “tudo bem por isso”, a vida segue e ficar se culpando não vai levar a lugar algum. Mas quero pelo menos saber que tentei e fiz o que pude, hehe..
    Sobre os lencinhos umedecidos e os cocôs explosivos, me lembrei do meu sobrinho quando era nenenzinho. Gente, de onde sai tanta coisa?! haushaushauhsausa. Como eu estava sempre com eles, via bem de perto como é a realidade de se ter um baby em casa.

    Vamos ver como vou me sair nessa jornada, daqui a pouco já é minha vez 😀

    Ah, o Thomas tá um gatão!! Muito fofo mesmo ^^

    Beijo nosso pra vocês!

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    1. Nossa Má!!! sim, vc vai ver!! eheh eu li seu texto depois que eu escrevi o meu e pensei nisso que é tudo adaptação! eu queria mto ter usado fralda de pano, mas no fim arreguei, pensei na comodidade e olha, hoje eu penso que teria sido beeeeeeeeeeeem tenso usar fralda de pano! rsrsrsrs Mas é verdade, é tudo adaptação! rsrsr
      Menina…..eu brinco que o Thomas é composto de cordas vocais e intestino! hahahaha COMO CAGA! hahahahhahahaha
      bjossssssssss

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  4. Carol, fique em paz com suas decisões. Eu sei que vc está, então continue.
    A maternidade é assim mesmo (e olha que só tenho uma de 3 a por ora – e outro encomendado como vc sabe), a gente acha que vai ser uma coisa, mas na prática é totalmente diferente. Tem alguns itens que conseguimos seguir, sim, mas nada impede que mudemos de opinião mesmo que tudo esteja fluindo bem….

    Quanto à amamentação, tenha o meu maior abraço do mundo. Este tema ainda é muito complicado para mim e, agora grávida do segundo baby, volta a me assombrar…. te entendo totalmente. Mas, se conselho vale qualquer coisa, não se culpe, não se martirize, não se desqualifique. Vc é a melhor mãe do mundo para o Thomas e ele está super bem, feliz, saudável. É o que importa.

    Um beijo enorme!!!

    Sinta-se abraçada!

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  5. A gente nunca está só no universo, acredite.
    Amamentei o Fefê até os 4 meses, porém com complementação na mamadeira desde a primeira semana de vida (ele perdeu mto peso e parou de fazer xixi, avalia o desespero). Tentei tudo que se possa imaginar para aumentar a produção: água, livre demanda, canjica, feno grego, spray de ocitocina, levedo de cerveja, reza brava, promessa pro santo… só funcionou o leite em pó. Desde que esteja alimentado, crescendo e engordando, que seja!!

    Lencinho ele usa desde o primeiro cocô explosivo também, agora que come comida normal então, afeeee, procuro os lencinhos tamanho família e com um cheirinho, pra ajudar acabar com a catinga.

    Também chupou chupeta desde recem nascido… e se auto deschupetou aos 21 meses, ele mesmo resolveu não querer, cuspia longe e pronto (espero que faça isso com a fralda também, haha)

    Logo, o titulo menas mais é meu-meu-meu, hahahaha. Não se culpe. Eu sei o trabalho que há por trás de um bebê lindo.

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  6. Nada é fácil na maternidade. Eu também recriminava (e ainda recrimino) a chupeta. No entanto, sucumbi ao pedaço de plástico. Mesma coisa aqui: oferecia o peito e Artur chorava, não queria. Dava a chupeta – ploft! – dormia na hora. Como pode?!? Não é fácil, mas eu não acho a culpa ruim, não. Acho que ela nos faz tentar ser melhor. Um pouco de culpa não faz mal. 😉 Se não houver a danada da culpa, imagine qts besteiras a gente não ia sair fazendo por aí, rs!
    Beijos!

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  7. Olha, todos se parecem e nenhum é igual rs…
    O que dizem, o que nos encurralam com ditadiras maternas nem Jesus aguenta.
    Acho que cada macaco no seu galho, todos felizes, gordelicius aqui e acolá. E sejam mais felizes ainda, isso é o que importa 😀 bjs

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  8. Carol, ser mãe é cuspir na própria testa, todo mundo diz isso! Sabe, além das coisas não irem como o esperado por causa do bico do peito, da vontade do bebê e tal, tem a parte da nossa cobrança. A gente mesmo se cobra e fica nervosa por causa disso. Por isso to aqui planejando mil coisas pra vinda da Sementinha, mas tentando não me cobrar muito pra não sofrer depois. Ah, e essa sua mudança pra Gingolândia deve afetar demais também, tanto você quanto o Thomas. Não é só o clima frio, é a mudança toda em si. Mesmo sendo por poucos meses. Mas vai curtindo o seu pimpolho! Daqui a pouco ele será um rapazinho!
    Beijos, Rita
    http://melancianabarriga.blogspot.com

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  9. Carol, Carol, as mães e suas culpas eternas, ne? I know how you feel. Mas eu sei também como você é uma mãe linda pro Thomas e o que importa é aquela velha máxima: ser a melhor mãe que podemos ser. É se apegar a isso e bola pra frente, senão as mãe pira de vez! Hahaha!

    Aliás, você me lembrou que passou a data da encomenda do Bento e eu nem me dei conta! Sim, eu também sei, e ele foi feito dia 17/02. Hehehe!

    Parabéns pela chegada da afilhada (que, aliás, é fofíssima – obrigada, fb!).

    Bjs

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  10. Carol, Carol, sabe o que eu acho? Acho que chega uma hora em que a gente tem simplesmente que fazer o luto do que não foi e seguir adiante. A gente perde muito tempo olhando para trás e, com esses pequenos, tudo passa tão rápido que talvez seja o caso de começar novas batalhas e descansar das velhas. Vocês sabe, eu sou super pró-amamentação custe o que custe. Mas uma coisa para mim está clara: até mesmo essa insistência, essa tentativa tem um limite diferente para cada uma de nós. Cada uma sabe do quanto aguenta, do quanto quer brigar com uma coisa, do quanto tem apoio para isso ou não. O que conta é que você está cuidando de todas as decisões com carinho, não apenas dessa. E se o Thomas está tão bem é porque alguma coisa está dando muito certo, né? Paz minha querida, paz. Porque ainda vão ter muitas decisões a tomar e muitas batalhas para lutar. Abraço grande.

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