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Os padrões e eu

Aí que a vida da gente é cheia de padrões. Padrões para tudo. E eu sou contra padrão… Veja bem, não é que eu me sinta a última revolucionária do exército do Che Guevara, mas eu simplesmente acho que cada pessoa é única e por isso, deve ter tudo conforme seus modos. Olhem, quando casamos tudo era um padrão: Violinistas na entrada, Buquê de rosas vermelhas, Ave Maria na troca das alianças. Fotos posadas. Padrinhos carregando a noiva. Foto no carro alugado. Dia da Noiva com clareamento de pêlos a R$ 100,00. Bem casados. Bolo cenográfico. E eu casei ao som de U2, fomos com nosso carro, clareei meus pêlos com meu blondor de R$ 5,00. Fiz meus cupcakes de lembrancinha (antes que isso tivesse virado uma modinha besta) e deu tudo certo. 

Quando vemos as crianças nascendo, tudo também segue um padrão: Roupas Carter, carrinho o mais luxo, power-blaster, quarto de bebê que mal enxerga com “tema”, aquela clássica foto saindo da maternidade, cesáreas, foto da mãe inchada e chorando com a criança recém nascida colada no rosto e o pai mostrando o bebê pros familiares.

Aí a criança faz um ano. Festa com “tema”, aquele clássico arco de bexigas na mesa, faixa com o nome da criança atrás da mesa do bolo. Brigadeiro de copinho. Lembrancinhas mil e uma festa feita para os pais.

Eu ainda estou na fase de tentante, logo, a primeira coisa que uma hipocondríaca com #infetilidadefeelings faz é: ir ao médico e ter certeza que sou normal do ponto de vista físico. Pois então, caímos no mesmo padrão: exames de sangue mil, sem nem ao menos a médica perguntar NADA da minha vida. Confesso que achei meio nonsense fazer exame de sífilis e HIV, sem ao menos que a médica perguntasse sobre minha vida sexual. De repente é padrão pegar sífilis na salada e eu não tô sabendo? Saí do consultório com minha primeira receita pré natal, como contei aqui e deixei engavetada. Fiz os exames de sangue, porque eu queria saber como andava meu colesterol e etc. Me recusei a tomar ácido fólico e fazer os outros ultrassons mil!  Acho engraçado como hoje em dia pouco importa quem somos. PAra a maioria da classe médica, somos um padrão. Um número. Uma estatística. “Ah, então você quer engravidar? Então toma: ácido fólico, exames de sangue e ultrassom”. Então, mas eu tomei pílula 10 anos, nunca tive outro parceiro, não uso drogas, não vou a ambientes que possam me transmitir Sífilis (oi?). Porque isso não importa? Porque nós não importamos? Isso me entristece, sabe? Cada pessoa é única e cada situação na vida dela é única, porque então não ESCUTAR?

Enfim, de qualquer forma, eu comecei a tomar esse tal ácido fólico neste fim de semana, muito provavelmente impulsionada pelo fato de que uma pessoa da minha família já teve uma gravidez anencéfala e eu acho que se podemos evitar isso de alguma forma, porque não?

Ah, só um adendo: essa médica que fui é da empresa. Não é da equipe que pretendo que me assista no parto do futuro parasita! 🙂

 

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7 comentários em “Os padrões e eu

  1. É bem isso mesmo flor. Vc está super certa!! E agora a moda da vez é fazer o enxoval do bebê nos EUA. Afff, é o fim!! Sobre o ácido fólico, tome mesmo, é prevenção e não vejo como padrão, rsrs…
    Beijos

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    1. Ai, menina…nem me fale! Eu fui a primeira vez pros eua em 2008, bem antes dessa Miami – moda e de fato, as coisas são beeem mais baratas! de fato, eu tinha pensado – alucinada – em comprar tudo por lá. Mas depois cheguei a conclusão de que bebê perde roupas super rápido e minha tia e sogra tem vários macacões básicos guardados… Porque não usar? rs Deixo os dólares para gastar com roupas para quando a criança for maior! rsrsrs
      Pois é, uma pilula tão pequenininha que só vai ajudar… rs não custa nada! 🙂 rsrs
      bjoks

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  2. Oieeee…
    Então, eu concordo com vc no lance do padrão, apesar do meu casamento ter sido bem tradicional, tentamos sair do padrão em várias coisas e foi o que deixou a cerimônia e a festa com a nossa cara.
    Qto ao médico eu entendo que eles passam esses exames padrão mais por segurança… Não sei como explicar sem parecer grosseira, desculpe! Mas por exemplo, o médico não sabe se seu marido te traí ou vc a ele… Tirando que via de regra (olha o padrão de novo) as pessoas mentem pros médicos, então acho até natural que ele peça esses exames pra ter certeza que sua saúde está ok mesmo.
    O ácido fólico eu não sabia pra que servia, qdo me explicaram que era pra prevenir má formação nas primeiras semanas tomei sem questionar, afinal é melhor prevenir, né?
    De qq forma, acho mto chato médico que não nos ouve e não se interessa pelo nosso histórico.
    Beijinhos

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  3. Oi, concordo com você sobre os padrões, mas não tanto sobre os médicos. Meu casamento também foi num hotel, sem fotos posadas, um jantar para a família, eu fiz a maquiagem e somos felizes até hoje. Depois de 8 anos, resolvemos casar no religioso pra poder batizar minha sobrinha (um pouco de padrão aí, mas eu queria muito ser madrinha dela!) e simplesmente fomos na igreja, casamos, saímos de la´e fomos pra uma pizzaria. Concordo totalmente sobre a loucura que acomete as mulheres grávidas e esse negóciod e fazer enxoval nos EUA, meu filho tem 4 meses e a maioria das roupas que usou foram roupas de baixo, de malha, daquelas bem baratinhas. E não precisa mais que isso.
    Mas eu fiz os exames pré-natais e acho importante, porque embora improvável, se eu tivesse HIV, poderia evitar contaminar o meu filho durante a gestação, no parto e no aleitamento. Quanto ao ácido fólico, eu tomei desde uns 2 meses antes de engravidar e meu filho tem suspeita de espinha bífica oculta (só com um ano dá pra saber). Fico pensando que se não tivesse tomado… Em questões de saúde, acho que é sempre melhor pecar pelo excesso. Mas no mais (fotos na maternidade, família olhando criança pelo vidro, mãe de cara inchada, etc…), concordo plenamente com você. Boa sorte, estou na torcida pelo seu parasitinha!

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    1. Pois é…eu não sou contra exames pré-natais, longe
      de mim, eu só acho que essa padronização não é bacana, pq a gente mal senta na cadeira e pronto, toma quinquilhões de exames sem nem ao menos o médico te perguntar NADA da sua vida….acho meio bizarro..rs
      ah, nem me fale! criança perde roupa tão rápido, que dá até dó de comprar essas roupinhas americanas fofas! rsrs
      Bjoks

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  4. Então, sempre fui fora do padrão, casamento com coquetel e bolo de chocolate, chá de bebê no café da manhã, quarto do baby sem tema nenhum feito todinho pelo marido, e a festinha de um ano vai ser na casa da vovó no melhor estilo criança com direito à brigadeiro de bolinha e canudinho de maionese (aqui em Curitiba nos anos 90 festa de criança sem canudinho não era festa!), mas não vejo mto problema em ser padrão as vezes. Acho que temos que ser felizes né? Se ir para os eua comprar tudo lá vai te fazer feliz, vai fundo! Se fazer festa com direito à decoração, comes e bebes no quarto da maternidade (0_o) vai fazer esse seu momento mais feliz, porque não? Acho que é uma questão de gosto mesmo. Quanto às questões médicas, acho que quanto mais padrão melhor! Concordo que quanto ao atendimento dos obstetras, o padrão incomoda e as consultas deveriam ser mais como antigamente, ou seja, durar mais que 5 minutos! Mas os exames, quanto mais, melhor! Estamso falando de vidas, a sua e a do seu filho, e a natureza as vezes te pega de surpresa, por mais saudável que vc seja. Aconteceu comigo e se nao fosse o ultrassom talvez meu baby não estivesse aqui!
    Desculpe o texto! Me empolguei! ;p! Bjos

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